segunda-feira, 23 de junho de 2008

Morremos então?

Minha mãe insistiu: “vamos entrar ai!” “Não mãe, você tem certeza disso?” Eu dizia continuamente. “Vamos sim!” Não tinha quem fizesse ela não entrar. Chegou na porta do estabelecimento e falou em alto e bom som: “ele ta aqui!”, “tem certeza que vai entrar, mãe?” Implorei pela última vez. “Já estou aqui, claro que vou”.
E ela entrou... Entrei atrás de cabeça baixa, ele foi para o outro lado, não sabia que era o mais sem graça, eu ou ele. Não nos falamos, mal nos olhamos.
Eu disse que tinha que ver algo com uma pessoa ali perto e saí correndo, vermelha. A pessoa não estava e eu tive que voltar, mais sem graça do que antes.
A sensação foi boa, meus olhos encheram de lágrimas, eu sorri, fiquei vermelha, tremi, suei, as pernas não se agüentaram e eu sentei, respirei fundo, e fomos embora rápido.
Minha mãe disse que eu era muito besta, e ele também. E disse mais: “suspeito que você ainda gosta dele!” “Sério mãe? Pior que é verdade, viu!” Ela riu de mim, e da minha vergonha.
Eu não achei que ele fosse admitir, mas quando cheguei em casa vi uma mensagem no computador dizendo: “também morri!”.
Foi lindo.

Dhenni Figueiredo !

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