Quando a ausência se faz presente, a saudade se torna companheira.
Seco uma lágrima que deixei escapar, e me pergunto como certas coisas que se tem certeza que nunca iriam acontecer, acontecem.
Estrelas bailarinas não realizam mais o meu desejo e aquele garoto de olhos verde-mar se distancia a cada palavra. Seco outra lágrima. Como mil idéias podem passar por sua cabeça em menos de um segundo, me pergunto. Já estou em prantos, deixando as lágrimas rolarem, não as seco mais.
Dhenni Cruz
Nossas palavras, nosso refúgio.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Vento

Venho suave, sorrateiro, singelo e doce.
Enrosco seus cabelos e você nem percebe. Também não percebe como suas palpebras se fecham quando nos encontramos e toco seus longos cílios.
Acaricio sua bochecha como uma forma de dizer que estou aqui. Envolvo seus braços como uma camisa de força, trago
comigo borboletas soltas, folhas...
Mas depois vou embora, levando comigo só seu cheiro.
Dhenni Cruz
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Descanse!

Durma medo meu!
Abrace a esperança que é sua maior acolhedora,
Abrace a paz, que calmamente te encherá de fé
Durma medo meu!
Para que já não tenhas que me atormentar,
Para que te aquietes e dê sossego ao meu coração
Durma medo meu!
Para que enfim eu possa respirar,
E quando te aquietares em seu mais profundo sono, lembre-se que já não precisas acordar
Descanse em paz, durma bem!
LR.
domingo, 13 de junho de 2010
Primeira pessoa do singular

Sempre fui assim, exagerada, abrasadora e imprevisível. Sempre tive gostos efêmeros e contrários. Nunca gostei de "talvez" ou "tanto faz", pra mim ou é oito ou é oitenta, setenta e nove não cabe no meu conceito. Ser diferente sempre foi meu ideal, seguir modismos apenas pelo fato de terem sido considerados padrões de beleza ou status pela sociedade, nunca fez parte da minha ideologia de vida. Sempre busquei seguir o meu coração, ser fiel a ele e gostar de coisas que me fizessem bem. Impulsiva, essa sim sempre foi minha característica mais forte, sempre decidi as coisas rápido e sem pensar direito, mas nem por isso me arrependo de tudo o que fiz ou deixei de fazer. Apesar de "sempre" e "nunca" serem consideradas palavras fortes, adoro usa-las e não abro mão disso. Liberdade de expressão, essa é uma das coisas que sempre defendi, escutei a todo instante me falarem que eu não meço minhas palavras, que sou transparente, sincera, e falo aquilo que quero, só não descobri ainda se isso é uma característica boa ou ruim, sei apenas que é contra meu instinto guardar palavras, isso me corrói, me atormenta. E assim sigo vivendo, construindo minha história, acreditando que não há nada como o idealismo, assim sigo sendo, uma sonhadora cheia de esperanças, uma alma sem destino, que paga pelos seus erros e não deixa de acreditar no amor.
LR.
sábado, 12 de junho de 2010
Vital e avassaladora
De vez em quando me ponho a pensar... Como uma palavra de sete letras pode causar um efeito tão grande? S-A-U-D-A-D-E. Acho que ninguém jamais conseguiu encontrar uma definição capaz de expressar o que esse sentimento realmente causa. Já dizia uma conhecida minha que saudade é como uma roupa, por mais que você puxe de um lado ou de outro, sempre fica um cantinho descoberto.
Saudade de uma música passa, é só ouvi-la novamente. Saudade de um lugar também passa, basta apenas você visita-lo de novo, mas, saudade de alguém importante e que se tornou tão querida na sua vida não passa, por mais que você a veja e passe momentos bons, ela se vai e vem aquele aperto no coração que se converte em um sorriso triste e em lágrimas dolorosas.
Saudade parece letras de músicas, existem diversos tipos, umas grandes e outras pequenas, existem aquelas que mexem um pouco mais que outras, e aquelas que nos fazem bem, enquanto outras apenas nos fazem chorar. Saudade parece poesia, algumas são capazes de serem compreendidas, outras não, mas pelo simples fato de terem sido feitas com palavras designadas pelo coração, fazem bem ou mal a quem lê.
Saudade é algo sem explicação, não tem cor ou raça, não se sabe o porque de senti-la, nem o porque de se tornar vital, ela é apenas saudade, com suas sete letrinhas e seu efeito avassalador, causando dor a quem a sente, sem levar em conta quem sabe te-la ou quem tenha aprendido a conviver com ela.
LR.
Saudade de uma música passa, é só ouvi-la novamente. Saudade de um lugar também passa, basta apenas você visita-lo de novo, mas, saudade de alguém importante e que se tornou tão querida na sua vida não passa, por mais que você a veja e passe momentos bons, ela se vai e vem aquele aperto no coração que se converte em um sorriso triste e em lágrimas dolorosas.
Saudade parece letras de músicas, existem diversos tipos, umas grandes e outras pequenas, existem aquelas que mexem um pouco mais que outras, e aquelas que nos fazem bem, enquanto outras apenas nos fazem chorar. Saudade parece poesia, algumas são capazes de serem compreendidas, outras não, mas pelo simples fato de terem sido feitas com palavras designadas pelo coração, fazem bem ou mal a quem lê.
Saudade é algo sem explicação, não tem cor ou raça, não se sabe o porque de senti-la, nem o porque de se tornar vital, ela é apenas saudade, com suas sete letrinhas e seu efeito avassalador, causando dor a quem a sente, sem levar em conta quem sabe te-la ou quem tenha aprendido a conviver com ela.
LR.
sábado, 20 de março de 2010
Meu Oceano
(...)Cadê você?
Que solidão!
Esquecera de mim?
Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...
Amar é um deserto
E seus temores (...)
mas por você, passo o deserto e sofro de tanto temer.
Cruz
Que solidão!
Esquecera de mim?
Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...
Amar é um deserto
E seus temores (...)
mas por você, passo o deserto e sofro de tanto temer.
Cruz
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Satisfação
Olhei para os cantos e ouvia sua voz.
Prazer em tê-la aqui, pode sentir o ar diferente? Nem mesmo o chão que você pisa é igual, percebe?
Sinta o calor do meu sol, a brisa do meu mar, as pessoas te olhando com outros olhos. Vá a algum lugar sozinha, compre algo com seu dinheiro.
Veja, você já não é a mesma, não voltará a ser aquela menina de antes. Se encare no espelho! Consegue ver a mudança? Sou eu!
Que te deixo mais madura, mais centrada, mais preocupada consigo mesma, que agora faz com que o seu cérebro pense antes de agir e ainda assim não se importa muito com o que as pessoas dizem.
Sou eu! Que te deixo sozinha, que te faço solitária no mundo, que te dou a chance de escolher o caminho que quer seguir sem ter ninguém pra dizer onde ir.
Te deixo andar com suas pernas, fazer suas próprias escolhas.
Sei que romper esse laço bem amarrado é díficil, mas eu tinha que chegar e te transformar. Prazer, Independência!
Dhenni Cruz
Prazer em tê-la aqui, pode sentir o ar diferente? Nem mesmo o chão que você pisa é igual, percebe?
Sinta o calor do meu sol, a brisa do meu mar, as pessoas te olhando com outros olhos. Vá a algum lugar sozinha, compre algo com seu dinheiro.
Veja, você já não é a mesma, não voltará a ser aquela menina de antes. Se encare no espelho! Consegue ver a mudança? Sou eu!
Que te deixo mais madura, mais centrada, mais preocupada consigo mesma, que agora faz com que o seu cérebro pense antes de agir e ainda assim não se importa muito com o que as pessoas dizem.
Sou eu! Que te deixo sozinha, que te faço solitária no mundo, que te dou a chance de escolher o caminho que quer seguir sem ter ninguém pra dizer onde ir.
Te deixo andar com suas pernas, fazer suas próprias escolhas.
Sei que romper esse laço bem amarrado é díficil, mas eu tinha que chegar e te transformar. Prazer, Independência!
Dhenni Cruz
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Observação

Harry, inglês, forte, olhos verdes e pequenos apertados por suas fortes sombracelhas, sorriso de menino sapeca, alto e de grandes mãos. Aproximou-se da menina de olhos puxados e negros, enroscou seus dedos nos cabelos longos daquela pequenina quase mulher, Nicole, norte-americana, que fechou os olhos por um momento e sorriu.
Trocaram olhares, ela levantou a cabeça e seus lábios tocavam os dele, ele correspondeu, sorriu de volta, beijou sua testa e balbuciou algo que não pude ouvir, mas não contemplei até hoje, tanta demonstração de afeto.
Dhenni Cruz
sábado, 28 de novembro de 2009
Forte sexo frágil

Como filha aprendia os ofícios de uma mulher do lar para exercer quando se casasse e passar às suas filhas o comportamento de uma mulher, cuidar da casa, dos filhos e do marido, e qualquer problema sucedido com um destes, a culpa sobrecarregava a consciência dela.
Após alguns sutiãs queimados em busca da igualdade sexual, as mulheres deixaram de ser somente as donas do lar e assumiram o papel de trabalhadoras, ainda assim não tinham o que queriam, os salários eram mais baixos que os dos homens e o reconhecimento não eram dignos nem de uma comparação.
Numa sociedade machista como a brasileira, herdada pelos portugueses, elas são tratadas como o sexo frágil, embora tenham mostrado o tamanho da sua força lutando por essa igualdade, e conseguindo.
Tem pouco tempo (e muitos sutiãs queimados) que as mulheres conquistaram mais espaço, são prefeitas, deputadas, ministras, empresárias, professoras, médicas, juízas advogadas, com muita credibilidade e tratadas de igual para igual com um homem, sem olhares retorcidos, porque conquistaram o seu espaço, e mesmo assim não deixam de ser mães cuidadosas e esposas atenciosas com seus maridos e casa.
Embora já alcançaram muitas vitórias a luta pelos seus direitos de igualdade é constante para que ela prevaleça, afinal, perante a lei todos são iguais.
@cruzdhe
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O poder da mídia

Hoje tem uma de quatorze polegadas, amanhã já quer uma de vinte e nove e mais tarde compra uma de 40, quanto maior, melhor será a TV. Mas, se só tem uma pequenininha não importa, o que não pode acontecer é perder uma novela, um jornal ou um seriado qualquer, sem contar com os demais programas. A mídia tem apresentado um imenso poder para desviar temas, alienar e manipular pessoas, levando-as para o seu "mundo".
A influência da televisão é muito visível na sociedade, o que causa problemas psicológicos, bem como comportamentais, mudando gostos e estabelecendo novos padrões de beleza. A "gordinha" que antes era vista como a mais bonita entre as mulheres, hoje deu lugar à "magrinha" que desfila esbanjando excesso de magreza que consequentemente poderá acarretar em doenças como a anorexia e a bulimia. O carro importado do vizinho é mais bonito que o seu, assim como a esposa ou o marido. Homens com estatura
maior, mais "fortes e musculosos" também são mais bonitos do que os "fracos". E sem deixar de mencionar que o branco também demonstra uma beleza maior do que o negro, aquele que é visto como o "coisa ruim".
Enquanto tantas coisas e problemas acontecem no mundo, a televisão ainda consegue desviar esses temas e exibir rostinhos bonitos e novos para que seu filho ou filha seja fã e dê seu dinheiro a eles.
Como pode-se perceber a mídia tem o poder de alienar as pessoas a todas essas coisas, transformando-as em pessoas "cegas" e que só conseguem enxergar e compreender o que é mostrado após apertar o botão da TV. É necessário que isso seja mudado e que a televisão seja democratizada, bem como sem manipulação. E enquanto isso não for feito, novas pessoas entrarão para esse "mundo alienado" criado pela mídia.
Laís Rios
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