sábado, 28 de novembro de 2009

Forte sexo frágil


Como filha aprendia os ofícios de uma mulher do lar para exercer quando se casasse e passar às suas filhas o comportamento de uma mulher, cuidar da casa, dos filhos e do marido, e qualquer problema sucedido com um destes, a culpa sobrecarregava a consciência dela.
Após alguns sutiãs queimados em busca da igualdade sexual, as mulheres deixaram de ser somente as donas do lar e assumiram o papel de trabalhadoras, ainda assim não tinham o que queriam, os salários eram mais baixos que os dos homens e o reconhecimento não eram dignos nem de uma comparação.
Numa sociedade machista como a brasileira, herdada pelos portugueses, elas são tratadas como o sexo frágil, embora tenham mostrado o tamanho da sua força lutando por essa igualdade, e conseguindo.
Tem pouco tempo (e muitos sutiãs queimados) que as mulheres conquistaram mais espaço, são prefeitas, deputadas, ministras, empresárias, professoras, médicas, juízas advogadas, com muita credibilidade e tratadas de igual para igual com um homem, sem olhares retorcidos, porque conquistaram o seu espaço, e mesmo assim não deixam de ser mães cuidadosas e esposas atenciosas com seus maridos e casa.
Embora já alcançaram muitas vitórias a luta pelos seus direitos de igualdade é constante para que ela prevaleça, afinal, perante a lei todos são iguais.
@cruzdhe

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O poder da mídia


Hoje tem uma de quatorze polegadas, amanhã já quer uma de vinte e nove e mais tarde compra uma de 40, quanto maior, melhor será a TV. Mas, se só tem uma pequenininha não importa, o que não pode acontecer é perder uma novela, um jornal ou um seriado qualquer, sem contar com os demais programas. A mídia tem apresentado um imenso poder para desviar temas, alienar e manipular pessoas, levando-as para o seu "mundo".
A influência da televisão é muito visível na sociedade, o que causa problemas psicológicos, bem como comportamentais, mudando gostos e estabelecendo novos padrões de beleza. A "gordinha" que antes era vista como a mais bonita entre as mulheres, hoje deu lugar à "magrinha" que desfila esbanjando excesso de magreza que consequentemente poderá acarretar em doenças como a anorexia e a bulimia. O carro importado do vizinho é mais bonito que o seu, assim como a esposa ou o marido. Homens com estatura
maior, mais "fortes e musculosos" também são mais bonitos do que os "fracos". E sem deixar de mencionar que o branco também demonstra uma beleza maior do que o negro, aquele que é visto como o "coisa ruim".
Enquanto tantas coisas e problemas acontecem no mundo, a televisão ainda consegue desviar esses temas e exibir rostinhos bonitos e novos para que seu filho ou filha seja fã e dê seu dinheiro a eles.
Como pode-se perceber a mídia tem o poder de alienar as pessoas a todas essas coisas, transformando-as em pessoas "cegas" e que só conseguem enxergar e compreender o que é mostrado após apertar o botão da TV. É necessário que isso seja mudado e que a televisão seja democratizada, bem como sem manipulação. E enquanto isso não for feito, novas pessoas entrarão para esse "mundo alienado" criado pela mídia.

Laís Rios

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

É assim que o mundo se desfaz


Da mesma forma que a genética permite que sejam concedidas aparências físicas de familiares a uma nova criança, a convivência faz com que muitos comportamentos sejam transmitidos à ela desde seu nascimento até a sua construção de personalidade, influenciando na forma de pensar e agir.
Nós ensinamos as nossas crianças que se deve bater em alguém que a violentou, ensinamos que aquele que é "diferente" de nós deve ser excluído e mal-tratado, e ensinamos também como se mata e se tortura alguém. Estamos detestando cada vez mais aqueles que têm cor, classe social ou religião diferente da nossa, e isso vem de nossas raízes, sendo passado de geração em geração.
O fato de chamarmos nossos pais de caretas não nos torna completamente diferentes deles, pelo contrário nos torna ainda mais semelhantes, quando nos deixamos levar pela aversão à outra pessoa, esquecendo-se da razão e dos reais valores capazes de definir o caráter de alguém.
Apesar de termos feito tanto para nos tornar mais evoluídos do que nossos ancestrais, avançando na tecnologia, economia, bem como na melhoria da qualidade de vida, conforme o tempo passa nos tornamos iguais ao nossos pais, com as mesmas atitudes, mesmos erros, mesmas formas de pensar e de agir.

Laís Rios.