segunda-feira, 21 de junho de 2010

Vento


Venho suave, sorrateiro, singelo e doce.
Enrosco seus cabelos e você nem percebe. Também não percebe como suas palpebras se fecham quando nos encontramos e toco seus longos cílios.
Acaricio sua bochecha como uma forma de dizer que estou aqui. Envolvo seus braços como uma camisa de força, trago
comigo borboletas soltas, folhas...
Mas depois vou embora, levando comigo só seu cheiro.

Dhenni Cruz

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Descanse!



Durma medo meu!
Abrace a esperança que é sua maior acolhedora,
Abrace a paz, que calmamente te encherá de fé
Durma medo meu!
Para que já não tenhas que me atormentar,
Para que te aquietes e dê sossego ao meu coração
Durma medo meu!
Para que enfim eu possa respirar,
E quando te aquietares em seu mais profundo sono, lembre-se que já não precisas acordar
Descanse em paz, durma bem!

LR.

domingo, 13 de junho de 2010

Primeira pessoa do singular



Sempre fui assim, exagerada, abrasadora e imprevisível. Sempre tive gostos efêmeros e contrários. Nunca gostei de "talvez" ou "tanto faz", pra mim ou é oito ou é oitenta, setenta e nove não cabe no meu conceito. Ser diferente sempre foi meu ideal, seguir modismos apenas pelo fato de terem sido considerados padrões de beleza ou status pela sociedade, nunca fez parte da minha ideologia de vida. Sempre busquei seguir o meu coração, ser fiel a ele e gostar de coisas que me fizessem bem. Impulsiva, essa sim sempre foi minha característica mais forte, sempre decidi as coisas rápido e sem pensar direito, mas nem por isso me arrependo de tudo o que fiz ou deixei de fazer. Apesar de "sempre" e "nunca" serem consideradas palavras fortes, adoro usa-las e não abro mão disso. Liberdade de expressão, essa é uma das coisas que sempre defendi, escutei a todo instante me falarem que eu não meço minhas palavras, que sou transparente, sincera, e falo aquilo que quero, só não descobri ainda se isso é uma característica boa ou ruim, sei apenas que é contra meu instinto guardar palavras, isso me corrói, me atormenta. E assim sigo vivendo, construindo minha história, acreditando que não há nada como o idealismo, assim sigo sendo, uma sonhadora cheia de esperanças, uma alma sem destino, que paga pelos seus erros e não deixa de acreditar no amor.

LR.

sábado, 12 de junho de 2010

Vital e avassaladora

De vez em quando me ponho a pensar... Como uma palavra de sete letras pode causar um efeito tão grande? S-A-U-D-A-D-E. Acho que ninguém jamais conseguiu encontrar uma definição capaz de expressar o que esse sentimento realmente causa. Já dizia uma conhecida minha que saudade é como uma roupa, por mais que você puxe de um lado ou de outro, sempre fica um cantinho descoberto.
Saudade de uma música passa, é só ouvi-la novamente. Saudade de um lugar também passa, basta apenas você visita-lo de novo, mas, saudade de alguém importante e que se tornou tão querida na sua vida não passa, por mais que você a veja e passe momentos bons, ela se vai e vem aquele aperto no coração que se converte em um sorriso triste e em lágrimas dolorosas.
Saudade parece letras de músicas, existem diversos tipos, umas grandes e outras pequenas, existem aquelas que mexem um pouco mais que outras, e aquelas que nos fazem bem, enquanto outras apenas nos fazem chorar. Saudade parece poesia, algumas são capazes de serem compreendidas, outras não, mas pelo simples fato de terem sido feitas com palavras designadas pelo coração, fazem bem ou mal a quem lê.
Saudade é algo sem explicação, não tem cor ou raça, não se sabe o porque de senti-la, nem o porque de se tornar vital, ela é apenas saudade, com suas sete letrinhas e seu efeito avassalador, causando dor a quem a sente, sem levar em conta quem sabe te-la ou quem tenha aprendido a conviver com ela.

LR.